Mascote do SIG Caburé

Coruja Coruja

A Caburé-de-Pernambuco é uma espécie de coruja endêmica de Pernambuco, sendo classificada em comprometimento crítico pela Birdlife International. Sua população foi estimada em menos de 50 indivíduos e ainda diminuindo. Muito pouco se sabe sobre a coruja por causa da pouca pesquisa:

  • Cerca de 10 cm.
  • Partes inferiores brancas com flancos marrons e barriga riscada de marrom.
  • Dorso e cabeça marrons, sendo a última ponteada de branco.

A primeira coruja-caburé foi vista no dia 6 de novembro de 1980, na Reserva Biológica de Saltinho, em Tamandaré, um remanescente de Mata Atlântica com 4,8 quilômetros quadrados.

Capturados, dois exemplares foram depositados na coleção de aves da UFPE. A partir deles a equipe pôde descrever a espécie. Os pesquisadores os compararam com exemplares de coruja do Museu Paraense Emílio Goeldi, do Museu de Zoologia da USP e do Museu de História Natural dos EUA.

Coruja Coruja

A análise comparativa da vocalização da Caburé-de-Pernambuco também ajudou no trabalho dos cientistas. A gravação foi feita em 90. Apenas em 2001, uma nova observação, desta vez na Usina Trapiche, em Sirinhaém, foi decisiva para a descoberta: A Caburé-de-Pernambuco foi flagrada comendo uma enorme cigarra. Pelo tamanho do corpo, asa e cauda, coloração da plumagem e vocalização, notou-se que ela não era uma Glaucidium hardyi (Caburé da Amazônia), como havia sido cogitado a princípio, e nem a outra, Glaucidium minutissimum (Caburé Miudinho).

Era, sim, uma espécie nova, que ganhou o nome de Caburé-de-Pernambuco (Glaucidium mooreorum). A descoberta desta pequena coruja que habita Mata Atlântica de Pernambuco foi rigorosamente documentada, e cientificamente descrita, na edição de Junho da Revista Brasileira de Ornitologia (Silva et al., 2002), 22 anos depois de sua primeira aparição.

Coruja Coruja

Os três pesquisadores responsáveis pelo estudo e pela descrição da mais nova espécie de caburé - José Maria Cardoso da Silva, da ONG ambiental Conservation International, Galileu Coelho, da Universidade Federal de Pernambuco e Luiz Pedreira Gonzaga, da Universidade Federal do Rio de Janeiro - decidiram homenagear Gordon Moore, presidente emérito da empresa de tecnologia Intel, atribuindo à nova espécie o nome Glaucidium mooreorum. A família Moore tem dado importantes contribuições à conservação da biodiversidade mundial e, particularmente, à brasileira. A espécie não foi registrada nos últimos anos, após sua descoberta.